Capa de livro do Black Sabbath com um megafone em chamas simbolizando o Megadeth

O Megadeth cancela show, o Black Sabbath vira livro e o rock segue firme (ou nem tanto)

Amigo, se você achava que o mundo do rock parava, é porque não estava prestando atenção. Entre viagens no tempo, cancelamentos de última hora e reflexões sobre o sucesso, a semana provou que a máquina segue girando. Nem sempre na direção certa, é verdade, mas girando.

O Relógio de Dave Mustaine e a Paciência Zero

Imagina a cena: você está lá, em Lisboa, esperando o Megadeth subir ao palco. Já passou do horário. Dez minutos. Vinte. Trinta. De repente, a banda decide que não vai tocar. Justamente o Megadeth, a banda que mais parece ter um cronômetro interno para cada nota e cada briga. Um cancelamento em cima da hora que deixou uma galera a ver navios. A Wikimetal relata o drama, e a gente fica pensando: será que o Dave Mustaine, depois de espalhar suas verdades em coletivas de imprensa, resolveu que a plateia não era digna? Ou talvez a guitarra não estava perfeitamente afinada para o massacre sonoro? Nunca saberemos, mas que é a cara dele, ah, isso é.

Black Sabbath: De Riffs Demoníacos a Páginas Encadernadas

E por falar em lendas, o Black Sabbath, os pais do doom e de toda a barulheira que veio depois, está lançando seu primeiro livro oficial, “The Masters of Reality”. A Wikimetal trouxe a notícia, e a gente não pode deixar de pensar na ironia. A banda que criou a trilha sonora para as profundezas do inferno agora vai ter sua história contada em páginas, provavelmente com capa dura e tudo. Edições limitadas e assinadas pela formação original, dizem. Imagina o Ozzy rabiscando o seu exemplar, provavelmente com a boca cheia de morcegos de borracha. De certa forma, é um reconhecimento merecido, mas a ideia de transformar o caos primordial em algo tão… civilizado, é quase engraçada.

Babymetal: Chocolate, Sucesso e Hostilidade Pura

Lembra de “Gimme Chocolate!!”? Aquela música que parecia ter saído de um universo paralelo onde J-Pop e metal extremo faziam sentido? Mais de uma década depois, o Babymetal reflete sobre o sucesso repentino e o choque cultural que veio junto. A Rolling Stone Brasil conta que a onda de hostilidade que acompanhou a ascensão meteórica da banda foi real. É a velha história: quando você ousa fazer algo diferente, a Internet vem com os dois pés. O Babymetal, coitado, só queria cantar sobre chocolate. Mas virou alvo de uma guerra santa por puristas que achavam que o “metal” ou o “J-Pop” estavam sendo “ofendidos”. Como se a música precisasse de regras.

Green Day e a Nostalgia que Não Morre (Nem Descansa em Paz)

E para fechar o rolê, o Green Day está aí com um novo track, “I’m Never Gonna R.I.P.”, que faz parte da trilha sonora de um novo filme, “Nimrods”, que explora o começo da banda. A Rock Sound e a Alternative Press cobriram o lançamento. É a banda voltando às raízes, aos tempos da juventude e da rebeldia. Mas vamos ser sinceros: o Green Day, lá em 1994, já cantava sobre ficar chapado e sentir-se entediado. Agora, vinte anos depois, eles continuam fazendo o mesmo, só que com mais rugas e talvez uma conta bancária mais gorda. A nostalgia é uma droga poderosa.

No fim das contas, seja o Megadeth nos deixando na mão, o Sabbath virando livro ou o Green Day surfando na onda da própria história, o rock continua dando o que falar. E pensar. E reclamar.