A gente acorda, toma um café e pensa: “Será que hoje Morrissey vai arranjar briga com alguém?” E a resposta, meus caros, é um retumbante sim. O mundo do rock, mesmo em 2026, tem suas constantes. Uma delas é o nosso querido (e complicado) Moz.
A mais recente novela vem via Stereogum. Em um texto já deletado – porque o que é uma declaração do Morrissey sem uma boa dose de efemeridade? – ele detona Johnny Marr por um novo documentário da BBC sobre os Smiths. O argumento? Que ele, Morrissey, foi “apagado da história de origem” da banda, enquanto Marr é pintado como um “anjo”. É o mesmo disco de 2024, mas agora com a agulha travada. Olha, não é surpresa. Ninguém espera que o Moz dance de mãos dadas com o Marr em um prado florido, mas a persistência da briga já virou patrimônio cultural. Quase uma tradição olímpica: a cada Olimpíada, uma nova treta entre os dois.
Enquanto isso, do outro lado do espectro do rock, temos Kirk Hammett, o guitarrista do Metallica, subindo no púlpito para pregar contra a música pop. Segundo o Consequence of Sound, Hammett declarou que “agora, composição e música pop são uma porcaria”. Um diagnóstico cirúrgico, sem rodeios. E quem somos nós para discordar do homem que solou em “Master of Puppets”? É a velha guarda reclamando da nova, um clássico atemporal. O que ele não percebe é que essa é a trilha sonora perfeita para mais um texto do Morrissey reclamando de alguma coisa.
Mas nem tudo é briga e sermão. Há também os imprevistos logísticos que nos lembram que, por trás de todo show de rock, existe uma complexa (e por vezes falha) máquina de transporte. O Wikimetal reportou que o Rush teve que adiar um show nos EUA por “problemas logísticos na fronteira com o México”. Não é a primeira vez que a banda canadense enfrenta perrengues na estrada, e é um lembrete de que, mesmo para os deuses do prog, a burocracia aduaneira pode ser mais desafiadora que um compasso 7/8. Neil Peart podia dominar a bateria, mas ninguém domina os fiscais da alfândega.
E para fechar, a saga do Iron Maiden em Paris. O American Songwriter conta que um blecaute interrompeu o show, deixando fãs “querendo reembolsos”. A banda lançou um comunicado. Que ironia, o Iron Maiden, conhecido por sua potência sonora, silenciado por uma falha elétrica. Parece roteiro de filme B, mas é a vida real.
No fim das contas, a verdade é que o rock, com suas estrelas irritadiças, seus críticos de divã, seus perrengues de estrada e seus blecautes inesperados, continua sendo uma fonte inesgotável de histórias. E quem não gosta de uma boa história?